27 de out. de 2010

Deus e a dança...

“...e dizem: Eis aí está um glutão, bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores...”
Jesus de Nazaré
“...veio o Filho do Homem...que comia e bebia...e vós não cantastes...”
Jesus de Nazaré

De fato em Jesus, Deus dança com os homens. Ninguém que leia o Evangelho deixará de ver Jesus em constante danças...
Começa Seu ministério interrompendo a falência de uma festa...transforma água em vinho...
Ele é recriminado constantemente porque atende à convites para festas em casas de pessoas pouco recomendáveis.
Sua misericórdia para com o drama humano é música da Graça aos ouvidos oprimidos.
E quando Ele deseja expressar a alegria de Deus e de anjos pela chegada da consciência a algum coração, Ele prepara o cenário de uma festa.
O pai do pródigo dançava e gostava de música.
Nietzsche não viu nada. Aliás, viu tanto “cristianismo” que não viu Deus dançando em Cristo. Ele mesmo não percebeu o quão pré-condicionado estava. Não conseguiu enxergar que tudo era um convite para a festa na casa do Pai.
As parábolas de Jesus estão cheias de convites para que se venha dançar. Quando ninguém atende ao convite, ainda assim Ele não cancela a festa: enche a casa de mendigos, veste-os com trajes próprios, e ordena a liberdade.
Até João Batista, que não dançava do lado de fora, sabia que o que estava acontecendo era uma festa. Jesus era o noivo. A festa era Dele. João se alegrava.
De fato, se eu tivesse que dizer alguma coisa ao filósofo, lhe diria:
‘Eu é que não acredito em filósofos que não sabem dançar...e nem ver quando a festa está proposta.’
O que custava ao filósofo era crer que Deus não tinha nada a ver com o mal humor do Cristianismo. Acabou que o pensador foi incapaz de ouvir as músicas e entrar na festa.
Quem tem ouvidos para ouvir as músicas da Graça, que entre na festa. Deus está chamando você pra dançar. É por isso é que o convite tem o nome de Boas Novas.

Adoração Profética e Espontânea

Vamos primeiro definir alguns significados:
Adoração: Honra, reverência, homenagem, sentimento, ou ações dedicadas à Deus. Prostrar-se, curvar-se, humilhar-se, serviço, atitude reverente da mente e corpo, obediência, venerar ...
Profeta: (heb) roeh-vidente, (heb) nabi- É relacionada com a palavra para um ribeiro borbulhante e com o verbo jorrar, com o sentido de proferir abundantes sons e palavras.
Espontâneo: (lat tard spontaneu). Que se origina em sentimento ou tendência natural, em determinação livre, sem constrangimentos, sincero, que se pratica de livre vontade, voluntário...
Promessas de Deus para os últimos dias: Ml 3:1-3; Ml 4:5,6; At 2:17,18
Adoração Profética:
Antes do profeta poder funcionar como boca, ele precisa receber revelação e "borbulhar"com os propósitos, pensamentos e sentimentos do coração de Deus. O profeta é chamado para ser um amigo de Deus Sl 25:14; Jô 15:15; Nm 12:8.
A verdadeira adoração é uma via de mão dupla, é o resultado de uma vida de busca e intimidade com Deus. Quando estamos diante do Senhor temos a oportunidade tanto de expressarmos o que sentimos por Ele quanto de ouvirmos a sua voz e conhecermos o que está em Seu coração.
A verdadeira adoração libera a voz profética 2 Re 3:15, 1 Sm 10:5-10.
Principio da integridade profética: 1 Re 17:1- Elias vivia sua vida diante de Deus e não diante de homens. O profeta é comprometido com as verdades de Deus, não podemos falar a pura palavra de Deus até que sejamos libertos do temor de homens e do desejo de ser reconhecido e aceito pelo homem. A primeira prova da integridade e qualidade profética de uma mensagem ou ação é saber se provém de uma visão espiritual e de um genuíno contato com Deus e se testifica com as verdades da palavra de Deus. 2Pe 1:19,20
A palavra profética é aquela que traz uma visão sobrenatural de destino, e esperança, sem a qual "o povo se corrompe". Pv 29:18. E também traz uma revelação ampla da pessoa de Deus e do Seu propósito eterno. 1 Pe 2:9
Algo muito importante para a pessoa que flui no ministério profético é de andar juntamente com os outros ministérios da igreja. Somos parte do corpo de Cristo e é importante para o equilíbrio e edificação deste corpo que estejamos fluindo em unidade e uns aprendendo e somando com os outros.
Nem todo músico é chamado para ser profeta, mas é possível a um músico profetizar na música. Eu encontrei em I Samuel 10, que o profeta Samuel tinha seguidores os quais estavam em treinamento sob a sua direção. Estes homens eram músicos caminhando no ofício de profeta e também como tangedores.
Na concordância exaustiva grego/hebraico define profeta como:
Nabi- orador dos oráculos, aquele quem estava atuando pelo espírito divino. No tempo de Samuel, havia um homem que o seguiu, louvando a Deus com uma canção tentando assim chamar o povo de volta para Deus. Quando eu li esta definição, eu compreendi a razão pela a música tem tanto poder atraente. Tem força para modificar as mentes, e transformar corações. E pode fazer as pessoas se voltarem para Deus. I Samuel 10:5-6
" Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão profetizando.
O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem".
Todo crente é potencialmente um profeta. O derramamento do Espírito sobre toda a carne traz consigo os seus próprios resultados: "e profetizarão" At 2:18. Paulo exortou os crentes de Corinto.

O Chamado

O início da longa trajetória do discípulo com o seu Senhor começa com o seu chamado, sabendo que, em primeiro lugar, nosso chamado é para que sejamos um discípulo do Senhor e não apenas dançarino.
Um dançarino deve aceitar o chamado do Senhor para ser um adorador e o colocar em primeiro lugar em sua vida, e, assim, poder experimentar de uma poderosa experiência em todos os aspectos da sua vida.

“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui. Envia-me a mim”.
Isaías 6:8

Deus nos escolheu primeiro
“Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos....” Jo 15:16
Quando você começou a caminhar com o Senhor e o Espírito Santo entrou em sua vida, e quando sentiu o desejo e o chamado de se engajar ministerialmente, pois bem, quando tudo isso saltou em suas vistas, e porque Deus já o havia escolhido.

A escolha de Deus não esta absolutamente baseada em qualquer tipo de mérito humano, e sim, no chamado do Senhor em nossas vidas.

“Os teus olhos me viram a substancia ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nenhum ainda havia” (Sl 139:16)

Nosso chamado
Quando somos chamados e aceitamos nosso envio, e necessário que tenhamos a consciência de que, nesse mesmo momento, começa a responsabilidade de resgatar a arte da dança a cada dia mais para o Senhor, e, mais do que realizarmos a obra no ministério de dança, precisamos cumprir o chamado com amor e obter o conhecimento da palavra.
Como dançarinos apostólicos, utilizaremos daquilo que temos como dom, que e a dança, para a realização do ministério do Senhor, e fazer do ministério e a comunhão com o Senhor a nossa vida diária, e como diz o Apóstolo Estevam “nosso chamado passa a ser maior que a nossa própria vida”.

Ministério Dança Profética

Hoje, o Espírito Santo de Deus tem despertado a Igreja a uma entrega total ao senhorio de Jesus e tem feito brotar um desejo mais profundo de experimentar o próprio Deus. São multidões em busca da salvação e os crentes sendo restaurados, vivendo uma nova vida em Cristo. Um dos instrumentos deste avivamento é exatamente o louvor e a adoração; e assim como a música e o canto, a dança vem expressar a sede do coração do ser humano por mais de Deus.
Do mesmo modo, o coração de Deus nos é revelado em canções e gestos que nos envolvem com Seu amor, cada vez que nos colocamos diante d'Ele em adoração.

“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verdade”. João 4:24

Trazendo à Igreja o entendimento:

• Da "restauração do tabernáculo caído de Davi" (At. 15);
• Com unção de vitória e livramento, como Miriã,
• Com restituição e restauração; como Davi;
• Dançando por causa do grande milagre, como o homem curado por Pedro e João, ao entrar no Templo;
• Rejeitando a sensualidade de Herodia (que dançou pela cabeça de
João Batista)
• E a dureza de Mical, que censurou a dança de Davi.

Dançamos com a virgem que se alegra, por que o Senhor tem transformado nossa tristeza em regozijo. Lembramos que a Igreja nasceu em Jerusalém, não em Roma. Desumanizamos, assim, o nosso entendimento, e profetizamos que onde está o Espírito de Deus, aí há liberdade.
Quando Davi trouxe a Arca do Concerto de volta, ele vinha dançando à Sua frente. Davi é um “tipo” do Messias. Como um noivo que se alegra em se encontrar com a noiva, assim a Igreja se prepara para o encontro com o seu noivo.